quarta-feira, 15 de abril de 2009


Há dias em que a esperança me domina de tal forma que eu chego a pensar que sou capaz de escalar o Everest, fazer sucesso em Hollywwod, dominar o mundo e além de tudo isso ser feliz. Mas há dias em que eu perco totalmente a fé em mim, em que eu chego a acreditar que não tem mais saida, que tá tudo perdido. Nesses altos e baixos eu vo levando, eu vo vivendo, eu vo tentando. Um dia talvez a primavera chegue, e ai então chegue o tempo de colher as flores. Mas por enquanto ainda é outono no meu interior, e me sinto tão vazia como as arvores que perdem suas folhas. Mas de qualquer forma, com ou sem esperança, eu sigo lutando todos os dias, mesmo que a luta seja vã. Pois como diria Lispector, ainda é tempo de morangos.



Estou cansada de ser vilipendiada, incompreendida e descartada. Quem diz que me entende nunca quis saber. Vou tentar ser forte a todo e cada amanhecer. Você não sabe e não entende. E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito ela sabe que a loucura está presente. Mas esse vazio ela conhece muito bem, de quando em quando é um novo tratamento. Mas o mundo continua sempre o mesmo. A falta de esperança e o tormento de saber que nada é justo e pouco é certo. Um mundo onde a verdade é o avesso e a alegria já não tem mais endereço. Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito.



Letra (editada) da musica Clarisse- Legião Urbana.





Você já sintiu um frio que era só seu? Uma tristesa vinda do nada? Uma vontade de mudar e a impotencia de não poder? Pois é assim que me sinto. E de verdade eu espero que você nunca tenha se sentido assim. A cada dia que passa eu me sinto um pouco mais morta, ou pouco mais derrotada. Algo entrou na minha vida e me roubou tudo que tinha. Algo terrivel, que eu NÃO escolhi ter, que eu NÃO pedi pra ter e que eu NÃO gosto de ter. Por vezes creio que as pessoas pensam que eu gosto de ser bulimica, por vezes creio que pensam que isso é bom. Eu realmente não entendo. Não mesmo. Eu gostaria de viver uma vida de verdade, uma vida livre. Eu sempre tive esse aparente liberdade, mas na realidade sempre fui presa dentro de mim mesma. Eu sei como sorrir dói, como acordar é triste, como respirar tem sido exaustivo. Eu tenho ansia de vida limpa, ansia de sonhos novos a cada amanhecer. Vejo luta a minha frente, e não vejo dentro de mim nenhuma disposição para lutar. Vejo sonhos destroçados jogados ao chão, vejo lagrimas perdidas na escuridão da noite. Não quero mas ver tudo isso. Quero ver novos horizontes de esperança, nova chance de ar puro, novas expressões de amor. Não quero mas o frio, a tristesa e a impotencia. Quero o calor humano, o aconchego , a felicidade, alegria em coisas simples, quero o poder de mudar minha propria realidade. Realidade agora sobria. Mas em toda treva há de restar um feixe de luz para nós dar esperanças. E eu vou seguir procurando minha luz, porque eu quero brilhar, eu posso brilhar. Eu quero viver, eu posso viver. Eu sei que há muito mais lá fora, fora dessa escuridão blindada, desses medos patologicos. E eu... eu ainda poderei ver o sol nascer.

domingo, 12 de abril de 2009



Há quanto tempo eu estou nessa tempestade? Tão oprimido pelo oceano informe. Está se tornando cada vez mais difícil caminhar sobre as águas com essas ondas quebrando em minha cabeça. Se eu apenas pudesse te ver tudo ficaria bem. E se eu pudesse te ver essa tempestade viraria luz. Eu vou caminhar sobre as águas e você vai me segurar se eu cair. Eu vou me perder dentro dos seus olhos e tudo ficará bem. Eu sei que você não me trouxe aqui para me afogar, então por que eu estou a dez pés de profundidadede cabeça para baixo? Sobreviver se tornou meu propósito por que eu estou tão acostumado a viver de baixo dasuperfície. Tudo ficará bem.




Storn- Lifehouse

sábado, 11 de abril de 2009


No espelho já não pode reconhecer seu reflexo, seus olhos já não tem o mesmo brilho, sua pele é pálida como nunca fora antes. Há um vazio imenso em seus olhos, em sua alma. Ela não pode se sentir, estaria mesmo viva? Seu semblante é sempre o mesmo, triste. Por trás dos sorrisos vazios esconde a dor que carrega no peito. Ela não pensa em mais nada, só pode pensar em teu corpo. E ele que pra ela parece tão bizarro, pros outros é tão normal, chega por vezes a ser bonito. Desiste de seus sonhos porque se sente dominada por algo que nem parece ser real. O que é real para a garota? Real é aquilo que ela pode tocar, ouvir, cheirar. Ela não podia tocar a dor que sentia, não podia ouvir o som da angustia, e tampouco sentir o cheiro da escuridão que pouco a pouco tomava conta de sua vida. A menina há tempos perdeu os sentidos, a percepção. Ela passou pro outro lado do espelho, lá onde a vida é sombria, onde o som do riso maléfico parece doce, onde a morte é luxo. Mesmo que ninguém veja ela esta desmoronando a cada momento e se entrega de joelhos a isso que ela nem sequer sabe o que é. Mas a garota vê uma luz, tem esperança, ela encontra apoio nos anjos que não pode ver,mas pode sentir. Ela vai a luta todos os dias, nessa guerra contra o espelho, contra ela mesma. Talvez ela sobreviva, talvez ela ganhe essa luta infundada, talvez ela siga seu caminho. Até lá ela vai respirando... respirando pela vida.

sexta-feira, 10 de abril de 2009


Por favor parem de dizer que tudo vai ficar bem, é só isso que têm em mente? Bom, vou lhes dizer o que se passa dentro de mim: não passa. Porque eu estou tão confusa a ponto de não pensar em nenhuma coisa sequer, eu já não entendo mais nada, eu já não quero entender. Eu tentei, sim, tentei, mas não consegui, algo me puxou de volta. Desculpem, mas eu vou desistir, não consigo fazer isso no meu estado, desculpem mas eu vou desistir.

Logo quando apago a luz olho ao meu redor, tudo está embaçado como se o fundo ainda iluminasse. Meus pensamentos, minhas ações, meus sonhos, minha busca por mim. E antes que eu pudesse completar tudo isso o lençol me devora. Sinto meus pés gelados e no momento a fraqueza é tanta que a única opção que me resta é esconder-me dos zumbidos. Voo à milhas de distancia a procura de um estado de origem sóbria. É psicologicamente perigoso olhar para o espelho. Imagino o que restará de mim amanhã, sempre um pouco menos, corroendo de dentro para fora. Não consigo ouvir ninguém, mas posso sentir a musica que toma conta da minha alma. A insônia me da sede, sede de vida limpa. Prometo que vou corrigir as olheiras, mas agora preciso ficar só, nesse meu canto úmido, sombrio e frio. E aqui ninguém é bem vindo ao menos que veja o mundo exatamente como eu.