Dez mil anos de quase solidão. Tanta coisa aconteceu. Não sei porque, tenho uma ansia estranha de contar à sei lá quem que possa por ventura ler esse fucking blog. Parei a terapia, tenho tido dias bos, dias ruins. Tenho aprendido coisas, aprendi sobretudo que é legal tragico quando as pessoas desistem de você. Há uma solidão estranha em mim, uma maldita ansia de ter alguem por perto, mas por perto mesmo sabe? Além da dimensão espacial, emocionalmente perto. Quando desistem de você, só resta você, você mesmo e nem Irene você tem. Nunca teve. A verdade é essa, como diria um grande amor amigo meu, a gente vem pra vida sozinho e sai dela sozinho. As pessoas apenas passam no nosso caminho, passam o tempo todo, deixam suas marcas, marcam nossas almas, e se vão. O ser humano, que nem é tão humano assim, é de uma crueldade enorme. Eu sinto falta de alguem me entendendo naquele estilo balança a cabeça e diz que vai ficar tudo bem se vc colaborar, eu sinto falta da paz estranha que só um setting terapeutico sabe ter. Mas eu sinto falta de tantas outras coisas, sempre senti. Nunca morri de falta-das-coisas-que-me-fazem-falta, nunca fiquei doente por sentir todas essas faltas, nunca deixei de levar a vida por isso. E é assim, eu vou levando, você vai levando, a gente vai levando. É isso que se faz. Levar, a gente leva o tempo todo. Leva a vida como dá. As vezes fica facil levar e esse 'levar' nos proporciona algo que chega perto de felicidade, as vezes fica dificil, a gente cansa, e até pensa em parar de levar. Mas é isso meus caros, vamos levando, é essa a beleza exótica da existencia humana-ou-não. A vida se resume em levar. E você aprende isso, mais cedo ou mais tarde você aprende a levar sua vida de maneira doce, aliais, façamos como Caio, e vamos repitir todas as manhãs "Que seja doce!" quem sabe algo como uma-força-cosmica-que-domina-o-universo nos escute e faça com que nossas vidas sejam simples e doces.
E que vocês tenham um dois mil e dez doce, caros leitores que não sei se existe.












