
Logo quando apago a luz olho ao meu redor, tudo está embaçado como se o fundo ainda iluminasse. Meus pensamentos, minhas ações, meus sonhos, minha busca por mim. E antes que eu pudesse completar tudo isso o lençol me devora. Sinto meus pés gelados e no momento a fraqueza é tanta que a única opção que me resta é esconder-me dos zumbidos. Voo à milhas de distancia a procura de um estado de origem sóbria. É psicologicamente perigoso olhar para o espelho. Imagino o que restará de mim amanhã, sempre um pouco menos, corroendo de dentro para fora. Não consigo ouvir ninguém, mas posso sentir a musica que toma conta da minha alma. A insônia me da sede, sede de vida limpa. Prometo que vou corrigir as olheiras, mas agora preciso ficar só, nesse meu canto úmido, sombrio e frio. E aqui ninguém é bem vindo ao menos que veja o mundo exatamente como eu.

Nenhum comentário:
Postar um comentário